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segunda-feira, 22 de setembro de 2014
descrição de concreto armado 0
quarta-feira, 22 de janeiro de 2014
descrição de concreto armado i
correspondência capital
essa perfomance se realiza no trânsito epistolar entre cidadãos das duas cidades. pequenos bilhetes com desejos, conselhos, recados, revelações, notícias serão recolhidos em envelopes individuais e anônimos na praça da cinelândia, na antiga capital (rio) e na praça dos 3 poderes (em brasília). a performer abordará os passantes pedindo-lhes que escrevam um bilhete para a outra cidade e lhes explicará que isso faz parte da construção de sua performance (por ex.: "oi, com licença, eu tô fazendo uma performance lá no rio e preciso que vc escreva nesse papel e coloque nesse envelope um pedido ou um recado ou um desejo para a outra cidade..."). o rio ouvirá brasília e vice-versa, mesmo que só algumas poucas pessoas façam parte dessa rede.
cada cidadão que escrever uma carta ganhará um pedaço de giz como brinde.
a performance busca traçar e entrelaçar fragmentos de narrativas de duas cidades-capitais.
duas perguntas serão feitas:
qual o monumento da sua cidade que poderia sumir?
qual o monumento daquela outra cidade que poderia sumir?
marina vianna
domingo, 19 de janeiro de 2014
sábado, 14 de dezembro de 2013
descrição de concreto armado ii
quarta-feira, 4 de dezembro de 2013
especulando estruturas
sem linearidade
(tal qual VIDAS SECAS de graciliano ramos)
em contagem regressiva
(tal qual nossas AÇÕES PERFORMÁTICAS)
ordem épica
(des_montando a cronologia)
(a impressão do passado)
(a metaficção)
(o telefone)
(alegoria)
(manipulação temporal)
(surpresa)
(fluxo de consciência)
(skaz adolescente)
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só eu entendo este esqueleto (ou não).
o importante é que cada um deles é um encontro
no qual todos se revelam de novo
e novamente
tal qual VIDAS SECAS
quero dizer
cada encontro é uma aula
ministrada por um aluno
(pode-se apagar a formalidade aluno e professor?)
arena
tipologia espacial: arena
perspectiva em 360º
para não caber nos olhos
pode-se apagar a formalidade
em roda
a professora
misturada aos alunos
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o meu quadro
vem em primeiro
porque não estarei em cena
para vivê-lo
(isso não justifica)
mas o que este primeiro quadro abre
é justamente a explosão
para o qual todos os outros quadros
parecem se dirigir a.
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contra a interpretação, susan sontag
causa-efeito
não
bom-ruim
não
belo-feio
não
sim-não
não
assim
não se sabe o destino destes personagens
porque só há o presente
e tudo é passível de ser agora
quem então faz a história?
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uma aula sobre história.
sobre o conceito de história.
sobre novela
clip
pós-modernismos
e afins
nunca fomos modernos
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A realidade enquanto ação dramática
Pela primeira vez, em cinco anos de trabalho voltado ao Teatro Inominável, eu me vejo desde o início - desde a primeira intuição (intuições de guerra) - mais colado com a vida em sociedade do que com algum simulacro seu, do que com alguma mera fantasia, ficção ou invenção. Não escrevo a partir de pressuposto de qualidade, valor ou coisa assim. Mas neste espetáculo o tema central que se espreita escorre vida afora, pelas ruas, jornais e por entre nossos passos e discursos. Como criar aquilo que me dá base e confere o tom dos meus dias? Como falar de algum discurso se o próprio discurso já se prendeu ao meu peito e a minha língua?
A sensação é única: desconforto. Puro e retinto, como noite sem estrela. Estamos querendo criar aquilo que mora antes de nós, que mora já no mundo. Então estamos falando de criação ou revolução? Os ânimos se exaltam e o dessabor ante ao mundo é capaz de minar também o desejo criativo. Percebem? Há uma sobreposição de desejos que se costuram e se repelem: a criação quer mudar o mundo (e o artista quer mudá-lo também). Dupla intenção. Excesso de literalidade (aquilo que fazemos é o que queremos fazer). Isso deveria ser bom, mas cega os olhos e fere a sensibilidade, porque o mundo anda doente e mexer nele nos evoca estado constante de febre.
Para falar do Rio de Janeiro, em ano de Copa do Mundo, eu preciso olhar de qual ângulo? Mas, se de onde eu olho eu me vejo também olhando, que distância pode me salvar da confusão que é se ver tanto artista quanto cidadão? Estas palavras me confundem e, ao mesmo tempo, são o sintoma nítido e nebuloso da minha confusão. Vamos tentar por outro começo.
O assunto que estamos falando não é o amor impossível entre Nina e Konstantin, tal qual Tchékhov especula em sua obra A gaivota (ele especula isso?). Não estamos falando do príncipe Hamlet e de sua Dinamarca envilecida. Nada disso. O nosso assunto é onde a gente vive, as nossas indagações antes de serem jogadas em sala de ensaio, já se estimularam pelo trajeto casa-nossa-até-sala-de-ensaio. Há um único lugar no qual se mistura vida e criação. Por isso talvez falemos tanto em performance, no já clichê (posto seja verdade concentrada) do aqui-e-agora. Percebam, o aqui e o agora são também o aqui e agora quando estivermos nos apresentando (ou melhor, quando estivermos sendo esta peça). Não há sequer diferença prevista entre hoje e o amanhã: estaremos sempre à prova, em cena ou fora, porque tudo é sobre o mundo, tanto a criação, quanto nossa existência. Há um único tempo: este agora no qual eu estou falando sobre a rua e criando suas dinâmicas noutro rumo, possivelmente imprevisto à ordem do dia.
Volto então as intuições minhas enquanto artista aqui neste Brasil de hoje. Faz muitos anos tenho me apegado mais e mais na força imensa que é a ficção. Se quero falar de mundo, falo então daqueles que - presos na minha história inventada - vivem o mundo (do qual quero falar). Tudo indireto, mas para chegar mais fundo e longe. Em uma de nossas peças, Como cavalgar um dragão, eu tentei escrever uma dramaturgia que pudesse oferecer a minha vida uma solução que eu não pude ter. Então a dramaturgia veio como invenção de um mundo no qual eu aprendesse junto - e com meus amigos - a sobreviver ao suicídio de alguém comum a todos nós. Em ficção, eu vivi uma parcela da minha vida que sequer aconteceu. Mesmo assim, aconteceu. E mais: repetidas vezes. E muito mais: sob muitos olhares que não somente o meu. Virou mundo e doação.
Fiquemos então na ficção. Nesta força imensa que é se especular enquanto outro possível. Tem uma coisa que só a criação artística pode fazer por nós: nos deixar frente a frente com a morte. Recriar, de forma deliberada e efetiva, outro tipo de encontro. Outro tipos de relação. Vida(s). Outros possíveis, tanto como impossíveis. Não há limite previsto. O impossível já está dado e tem hoje por nome realidade. Pois então vamos nos proteger no cobertor da ficção para que possamos dar conta desta vidinha amarrada a tenebrosos dias.
Eu queria e ainda quero muito contar a história específica dessa professora universitária e desses seis alunos. Mas isso não é tudo, porque é geral demais. Então, começo a pensar no que ela está fazendo agora, nesta noite de quarta-feira, meio quente, meio no meio do Rio de Janeiro, na janela, em casa, tomando uma coca-cola e fumando um cigarro. Quero pensar num dos alunos preso dentro de um ônibus engarrafado (como eu estive hoje durante mais de duas horas). Quero pensar no outro amando em desmedida e tentando se manter acordado sobre o texto que precisa ser lido até quinta (diferente de mim). É nessas minúcias que o homem enquanto ser se anuncia e desvela. Não quero falar do homem, quero falar dele e dela. Das unhas carcomidas e dos sonhos interrompidos (quais sonhos?). Dos pesadelos, medos concretos e abruptos. Quero falar da música que rodeia as orelhas e faz do mundo lugar mais ameno do que aparenta.
A realidade virou nossa ação dramática e, como tal, já sabemos, precisa ser reconstruída. Queria convidar vocês a entrar na sala de ensaio sem querer dar conta do mundo, mas apenas reféns da diferença que é o sumuadubo do nosso encontro. O mundo muda quando estamos reunidos, portanto, não vamos deixar o mundo estabelecido esmorecer a nossa potência.
Creio então que a nossa ação é dramática desde que estejamos juntos.
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Ao som de HAIM - Let Me Go (repetidas vezes):
domingo, 24 de novembro de 2013
descrição de concreto armado iii
Resposta a CONCRETO ARMADO VI - MANY[festa]AÇÃO
sábado, 23 de novembro de 2013
Resposta a CONCRETO ARMADO VII - Natureza Morta
sexta-feira, 22 de novembro de 2013
sexta-feira, 15 de novembro de 2013
arrepio | coluna | violino | escrito | tudo isto
terça-feira, 22 de outubro de 2013
sábado, 12 de outubro de 2013
descrição de concreto armado iv
1. breve apontamento para lembrança.
2. sumário, resumo.
3. lista; rol.
4. comemoração por defunto.
5. lista de pratos de uma refeição.











