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sexta-feira, 15 de novembro de 2013

arrepio | coluna | violino | escrito | tudo isto


mais uma vez eu passo aqui, neste blog, para deixar algumas coisas que estão me perseguindo. no mês de outubro, por conta da inominável ocupação que o teatro inominável fez no teatro glaucio gill, aqui no rio de janeiro, fizemos uma das ações de concreto armado. e foi a minha. concreto armado IV, intitulada EMENTA.

por conta dela, como eu disse, muita coisa se firmou e firmou pacto comigo. eu tenho, pouco a pouco, firmado alguns lugares sobre este trabalho-precipício. e o mais firme é este da espinha dorsal sendo crispada pelo som do violino. é uma perseguição, o som sobre o corpo. o corpo e o som. e quase mais nada.

convidei a violinista carol panesi para jogar esta tentativa. não sabíamos nada. apenas que estaríamos ali, juntos, tramando o futuro (que ainda não veio).

Foto de Carolina Calcavecchia.

e eis que agora conseguimos firmar também nossa estreia para abril de 2014 aqui neste rio de janeiro. e eis que esse caderno ai em minhas mãos, na foto, guarda nele todo um projeto que está mais desenhado do que sempr esteve. não quer dizer que está pronto, mas as apostas, as chamadas fichas, já foram jogadas. e não há nada inédito a ser construído. o que vamos fazer daqui para frente é capturar novamente - e sempre - a possibilidade do arrepio.

escrita do arrepio. violino na coluna.

outro dia imaginei que cada um dos atores estará munido de um violino. e que a cena é esse desarranjo.

que a cena é esse perigo.

grau zero da encenação, lembra? eu lembro.

escrever para esquecer. para lembrar. romance.

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